Em Lombe, alguns agricultores juntaram – se afim de ajudarem – se  uns aos outros a desenvolver e resolver os problemas. Eles decidiram formar uma associação denominada “Kituaquifiquile”,  onde eles criaram o chamado “Chiquila”, grupo cuja função é ajudar os membros de forma individual nas plantações. O grupo faz um rotativo para o próximo membro receber ajuda em suas plantações, até que passe a ajudar todos os outros membros do grupo.

Cada membro da associação contribuiu com 1400 kwanzas e com um saco de mandioca, que depois era vendido para gerar mais fundos e investir em suas lavouras. Com o dinheiro, eles podiam contratar um tractor. Esse projecto deu inspiração, confiança, força e vontade de continuar a trabalhar em conjunto na associação.

A associação trabalhava com 4 hectares, mas não era o suficiente e eles procuraram a ADRA. Através da ADRA, a associação recebeu micro-créditos de 6.000 USD, que fez com que as plantações fossem expandidas com mais 15 hectares. Hoje, eles têm 19 hectares em total.

A associação cultiva manga, limão e mandioca, utilizando técnicas agrícolas que aprenderam nas Escolas do campo da ADRA. Quando uma associação pede micro-créditos à ADRA, a associação pode também participar de formações e workshops da ADRA. A associação em Lombe participou nas formações de género e, assim, o número de mulheres na associação e também o numero de mulheres em posições de tomada de decisão tem aumentado.

Graças aos micro-créditos da ADRA, associações e pessoas têm sido capazes de sair da situação de calamidade que existia depois da guerra civil. A associação em Lombe tem agora acesso a uma motorizada e não precisa mais transportar a colheita à pé. Também investiram em cabras que multiplicam e distribuem à todos os membros. Antes do empréstimo do micro-créditos, os membros não tinham um bom lar, mas conseguiram melhorar suas casas e comprar mobílias. Hoje, os membros da associação também têm a possibilidade de fornecer café da manhã para seus filhos antes de irem à escola.

Os membros mostram-se inteiramente disponíveis para qualquer trabalho. Há uma vontade, ambição e poder na associação e um responsável de produção, que orienta o trabalho na mesma.

O desejo é de continuar a expandir as áreas de produção, e assim melhorar as condições de vida, diz Teresa, coordenadora da associação.