A sala de Conferências do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural, em Luanda, acolheu no passado dia 13 de Outubro, em Luanda, a 5ª Conferência Nacional sobre Género e Desenvolvimento realizado pela ADRA (Acção para o Desenvolvimento Rural e Ambiente), que albergou 154 participantes, provenientes das províncias de Benguela, Huíla e Luanda.

Segundo o Director Geral da ADRA, Belarmino Jelembi, o evento visou analisar os avanços em relação aos objectivos de desenvolvimento do Milénio na óptica de Género.

Foram abordados temas como os progressos relativos à participação da mulher na vida política e pública, o destaque para a presença das mulheres ao nível do Parlamento, Executivo e da Administração Local, o movimento associativo e cooperativo enquanto meio de promoção da participação cívica das mulheres, a integraçã0 da mulher em processos socio-produtivos, bem como a experiência de empoderamento económico e empreendedorismo das mulheres da Cooperativa ESIVAYO do Dombe-Grande em Benguela.

Após serem discutida as questões em causa, realçou-se que é da inteira responsabilidade do Governo Angolano implementar mais acções conducentes a promover o princípio de igualdade de direito entre os homens e as mulheres, frisando assim também a necessidade de apelar-se aos Partidos Políticos de maneiras a respeitar cada vez mais o princípio de igualdade de oportunidades entre as mulheres e os homens.

Em remate final, os participantes enalteceram a realização da 5ª Conferência, tendo recomendado que hajam mais espaços de reflexão plural sobre a questão de género em Angola, devendo, para o efeito, envolver activamente a participação das adolescentes e das jovens enquanto futuros agentes promotores de desenvolvimento, visto que existem várias histórias de sucessos de mulheres Angolanas. No espírito de elevar e de levantar a auto-estima de outras mulheres para a sua afirmação na sociedade, considera-se que as mulheres não silenciem as suas bem-sucedidas experiências de vida, porque podem encorajar e aumentar quantitativa e qualitativamente a participação de outras mulheres na vida política e pública.