Na sua posição sobre o OGE 2016, o Observatório Político Social de Angola (OPSA) e a ADRA reconhecem que o país atravessa novamente um período difícil, resultante da alteração do contexto económico e financeiro mundial, porém manifestam a sua reprovação relativamente às políticas económicas  por não terem  disponibilizado mais recursos para as reformas estruturais de diversificação da economia e diminuição da dependência do petróleo ao longo dos anos de paz e de maior disponibilidade de recursos financeiros.

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De salientar que, no documento tornado público na semana passada, o OPSA e a ADRA, que anualmente analisam o OGE, defendem que, na analise deste documento, “não deve apenas comparar o de 2016 com os orçamentos dos anos anteriores, mas fazer também a comparação entre os valores orçamentados, os valores realmente gastos, e a Conta Geral do Estado dos anos anteriores, buscando tendências”. Por exemplo, explicitam, “mais importante que comparar as verbas para os sectores sociais com as da defesa e ordem interna, é necessário ver se há tendência, ao longo dos anos, para a correcção de desequilíbrios”.

Por fim, o OPSA e a ADRA reconhecem ter havido melhoria significativa na divulgação de informação por parte dos órgãos do Estado, ao longo dos últimos anos, mas constatam também que há ainda mais insuficiências, principalmente na reiterada falta de informação que sustente alguns dos valores apresentados no OGE. “Deveria também disponibilizar-se a informação de forma a melhorar a sua utilização”, defendem.