ADRA-Huíla realiza VIII Encontro das Mulheres

16/10/2019

Mulheres das comunidades apoiadas pela ADRA, de instituições públicas e privadas, sociedade civil, igrejas e pessoas singulares participaram do VIII Encontro das Mulheres que decorreu na sala de reuniões da ADRA-Huíla, nesta terça-feira (15 de Outubro) sob o lema “Mulheres informadas, desenvolvimento garantido”.

Neste encontro, financiado pela Afrikagrupperna, foram abordados temas como: Mecanismos nacionais e internacionais de protecção dos direitos das mulheres; Empoderamento feminino e os seus desafios; Assédio, abuso sexual e violência baseada no género, assim como o impacto das alterações climáticas na vida das mulheres e meninas.

No discurso de abertura, a Directora do Gabinete Provincial da Agricultura, Florestas Pescas e Pecuária, Mariana Soma, falou da importância de se garantir equidade em termos de acesso, posse, uso e gestão dos recursos.

Otília Vianney levantou preocupação em relação as dificuldades da mulher rural no acesso a informação.  “Sabemos que no meio rural a mulher é vítima de violência. Estas devem estar munidas de ferramentas que as defendam”.

Segundo Verónica Rito, coordenadora da Rede Mulher, “em 1999 quando se tratava de questões de género ou assuntos das mulheres, parecia ser um tema muito complexo para os homens. Mas hoje, falar das preocupações das mulheres em alguns fóruns é prazeroso porque eles participam em algumas reflexões”.

Maria Isabel, representante das comunidades no município dos Gambos, acrescentou que se precisa fazer um trabalho mais consistente na zona rural. “As questões culturais falam mais alto e as vezes fere com os direitos da mulher. Em alguns casos, não temos como nos defender”.

Já Rodimira Nanga, activista social, defendeu melhor aplicação das leis e dos mecanismos internacionais de protecção dos direitos das mulheres. “Chega de teorias, precisamos agir. Sair do papel e ser mais pragmáticos sobre os acordos voltados as mulheres”.

Após as reflexões, as mulheres concluíram o seguinte: Os mecanismos de protecção dos direitos das mulheres são ferramentas importantes na luta pela equidade de género; O assédio, abuso sexual e a violência baseada no género, são cada vez mais frequentes, sendo assim, importante tomar medidas mais concretas e fazer estudos sobre as reais razões deste fenómeno que afecta principalmente mulheres e meninas.

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