Comunidades de Malanje necessitam de mais investimento em formação profissional

Eliseu Mababa
10/10/2018

O XIX Encontro Provincial das Comunidades de Malanje aconteceu nos dias 04 e 05 de Outubro na sala de conferências da biblioteca da capital provincial sob o lema: "Reforçando o diálogo e a participação para o desenvolvimento". Entre os diferentes assuntos, a necessidade de mais investimento em formação profissional e na prestação de serviços públicos foram os temas mais debatidos.

Como se constatam algumas irregularidades no processo de ensino e aprendizagem, sugere-se que a ADRA - Acção Para o Desenvolvimento Rural e Ambiente continue a desenvolver campanhas de sensibilização junto das comunidades.

O cidadão comum também pode ser um fiscalizador dos serviços públicos. No caso da Educação no meio rural (ensino obrigatório e alfabetização), que é assolada pela falta de professores e técnicos qualificados, a comunidade pode assegurar e velar pela permanência dos professores nos seus locais de serviço, ao mesmo tempo que deve apoiar as crianças e mais-velhos a garantir boa produção académica.

No seio das associações e cooperativas agrícolas em processo de implementação da Escola de Campo do Agricultor (ECA) também devem ser introduzidos temas ligados à alfabetização e criação de animais.

Na vertente produtiva, tendo em conta as dificuldades de acesso a mecanização agrícola, há a necessidade da ADRA e das comunidades promoverem pequenas iniciativas de uso de tracção. Neste sentido, deverão trocar experiências com as comunidades do centro e sul de Angola.

Nos próximos encontros das comunidades devem ser apresentados dados quantitativos e qualitativos sobre os progressos registados pelas associações no domínio das boas práticas.

No XIX Encontro Provincial de Malanje estiveram presentes 61 pessoas (19 mulheres): representantes de organizações da sociedade civil e de organizações comunitárias de base de Kiwaba-Nzoji, Quela, Kalandula, Cacuso, Kangandala e ainda o director do gabinete provincial da Educação, o administrador de Cacuso, autoridades tradicionais, religiosas e quadros da ADRA.

A sessão de encerramento coube ao Dr. Guilherme Santos, membro da ADRA. A acção enquadra-se no projecto de Apoio Institucional, financiado pelo Afrikagrupperna/Grupo África da Suécia (GAS).

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