Sociedade Civil reflete sobre a situação infantil

14/6/2019

“Apenas uma em cada cem crianças angolanas não sofrem nenhuma privação” este dado foi apresentado durante a abertura do Workshop sobre a “Vulnerabilidade Infantil em Angola” ontem em Luanda.

Durante o workshop realizado pela 8ª Comissão da Assembleia Nacional, o director do INE, Camilo Ceita afirmou que “38 por cento das crianças menores de cinco anos, no país, sofrem de desnutrição crónica e uma em cada cinco crianças encontra-se fora do sistema de ensino”.

Na zona rural em 100 crianças, 96 possuem privações básicas, sendo as províncias do Cunene, Bié e Cuanza Sul as zonas mais carenciadas.

“Criticando, fazendo junto”

ADRA e a UNICEF recomendam, no documento do OGE de 2018, que para 2019 deveria se “dar prioridade à agricultura familiar para também combater a fome e a má nutrição das crianças.” Pois segundo os cálculos da UNICEF, se Angola alcançar uma redução de 50% da taxa de prevalência da má-nutrição entre 2015-2019, o Estado angolano poderá poupar cerca de 529 milhões de dólares.

Em Angola, estima-se que a má nutrição está relacionada com a morte, por ano, de 42 mil a 76 mil crianças com idades entre os 0 e os 5 anos.

Aboubakar Sultan, representante da UNICEF em Angola, reiterou a importância da educação da mulher, pois, segundo ele, “quanto menor for o nível de escolaridade, maior o nível de pobreza nas famílias e mais vulnerável ficam as crianças”.

A nutrição, habitação, educação e o paludismo são as áreas que mais afectam esta parcela da sociedade.

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