Realizou-se no dia 04 de Julho de 2015, no Auditório do centro de Ecologia Tropical e Alterações climáticas – CETAC, o XVIII Conselho de Representantes da ADRA, sob o Lema “ADRA 25 anos a Construir a Cidadania e o Desenvolvimento Rural. O Encontro teve como objectivo analisar os principais acontecimentos do contexto nos níveis local, provincial e nacional nos últimos 12 meses, no que diz respeito ao processo de desenvolvimento local, assim como reflectir sobre a situação actual da ADRA no tocante a sua missão face aos elementos do contexto analisados. Participaram no encontro 56 pessoas, das quais 13 mulheres, dentre membros, trabalhadores, convidados e amigos da ADRA.

Durante o Encontro foram discutidos os seguintes assuntos:
• Balanço das recomendações do último Conselho de Representantes realizado na Província de Benguela em Março de 2014.
• Análise do contexto socioeconómico e político e implicações para o trabalho da ADRA
• Apresentação e discussão sobre a Agência de Desenvolvimento (ponto de situação actual e desafios para o futuro)

Após a apresentação e discussão dos assuntos, os participantes ao XVIII Conselho de Representantes concluíram e recomendaram o seguinte:

1. Sobre o balanço das recomendações do último Conselho de Representantes, que referiu aspectos relevantes da vida do país, permitindo encaminhamentos concretos para o trabalho, contudo é necessário que para os próximos casos se refira igualmente sobre as recomendações que não foram possíveis de realizar e os seus devidos encaminhamentos.

2. Sobre a Análise do contexto do país e suas implicações para o trabalho da ADRA, foram ressaltados aspectos importantes ligados a acção governativa, ao desenvolvimento de programas públicos locais, a problemática das questões fundiárias, contudo, há aspectos que pela sua relevância constituem desafios para os diferentes actores sociais, dos quais se destacam:

3. Uma maior reflexão sobre as dinâmicas da Sociedade Civil e do seu papel na construção da cidadania, tendo em conta a necessidade de se construir uma agenda colectiva da SC.

4. A existência de populações vulneráveis e excluídas dos diferentes processos públicos, com difícil acesso a bens e serviços, sendo que não pode haver desenvolvimento social sem a inclusão de todos actores e forças vivas da sociedade. Neste sentido uma melhor distribuição da riqueza do país é recomendável.

5. Os diversos programas públicos em curso com potencial para contribuírem no processo de desenvolvimento sustentável do país, possuem ainda muitas limitações na sua implementação, principalmente no que diz respeito ao envolvimento dos diferentes actores sociais e comunidades no processo da sua identificação e implementação, o que condiciona o alcance dos objectivos preconizados.

6. Nos últimos tempos têm se intensificado os conflitos de terras de diferentes tipologias, com várias implicações económicas, sociais e culturais, estando a surgir conflitos entre fazendeiros e Governos locais. Diante destes conflitos a ADRA e as Organizações da Sociedade Civil deverão assumir maior compromisso no sentido de aprofundar o conhecimento sobre estes conflitos e de exercer o se papel de mediador, com a realização de estudos para influenciar os decisores públicos e uma possível reformulação da actual Lei de Terras.

7. Sobre a situação da juventude os representantes concluíram que as manifestações de insatisfação que se verificam, são baseadas em causas estruturais, algumas delas possivelmente ligadas a níveis de exclusão de várias franjas, nos processos de desenvolvimento, pelo que a ADRA, com outras organizações Sociedade Civil deve ajudar a compreender quais são estas razões e serem proactivas na influência das políticas e dos programas que venham a ajudar a resolver tais situações.

8. No tocante a discussão sobre a Agência de Desenvolvimento, o foco foi colocado nas questões ligadas a disponibilidade dos quadros, aos desafios da diversificação das fontes de financiamento bem como aos problemas da falta de divisas e valorização do USD que está a ter implicações negativas nas receitas Organizacionais.

9. Neste sentido, os representantes ao Conselho recomendaram a necessidade da organização identificar formas de financiamento público a partir de um processo de consciencialização da sociedade em torno da relevância do trabalho da ADRA junto das famílias rurais e da sociedade angolana;

10. Continuar as de marchas em volta da obtenção do estatuto de utilidade pública, procurando influenciar a sua aprovação pelo Conselho de Ministros, sendo esta a etapa em falta.

11. Em relação a problemática dos quadros a ADRA deverá encontrar as melhores formas de conciliar quadros com experiência, mas pouca disponibilidade e quadros com pouca experiência, mas que oferecem maior disponibilidade para a organização, reforçando a componente da aprendizagem e do crescimento profissional dos quadros.

12. Em relação a PROMODES foi colocada tónica importante sobre os constrangimentos provocados pela crise financeira actual. Contudo, os representantes recomendam a necessidade de em próximos encontros se poder proporcionar informações mais precisas com números, que permitam apoiar a empresa na tomada de decisões.

13. Em relação ao calendário das actividades para a Celebração ADRA 25 anos, foi recomendado que esta aconteça no âmbito normal da realização das actividades planificadas e orçamentadas, mas que não se restrinja aos eventos de nível provincial e central, mas que se estendam sobretudo ao nível das comunas e aldeias de intervenção.

14. Reflectir sobre a devolução do património imobiliário as antenas….