ADRA: Experiência na criação do sistema de lavagem das mãos Tip-Tap

1/4/2020

AADRA  utiliza a tecnologia adaptada Tip-Tap, na Huíla,  desde 2015,  inicialmente nos municípios da Humpata,Quimpungo e Chibia. Em 2016  acção se estendeu para os municípios dos Gambos, Cacula e Caluquembe.  O Tip-Tap é um sistema simples para lavagem das mãos com água corrente, por via de uma bidon  de 5  ou 20 litros com um pequeno orifício próximo à tampa é preenchido com água e inclinado com uma vara de um ou dois metros que serve de pedal que regula a saída da àgua.

A organização abraçou o referido sistema de lavagem das mãos, em função da situação sanitária que se vivi um pouco por todo país que não é das melhores. Dados dão conta, que mais de dez milhões de pessoas não têm acesso a infra-estruturas adequadas de saneamento, e os índices de defecação ao ar livre são em média 40%, apenas cerca de 38,6% da população lava as mãos depois de defecar.

Os referidos  municípios fazem parte do contexto apresentado acima, por isso, a acção da organização tem contribuido significativamente para o acesso á água potável, redução da defecação ao ar livre, e fundamentalmente na capacitação das comunidades locais, para que estas instalem o sistema Tip-Tap em suas casas. Conseguiu-se ainda, que pelo menos, 12 aldeias fossem certificadas como comunidades sem Defecação ao Ar Livre-SDAL. Este estatuto (SDAL) só é atribuído as comunidades que tenham  latrinas e Tip-tap.

A utilização da referida tecnologia está associada ao Saneamento Total Liderado pela Comunidade (STLC) uma abordagem que facilita o processo de capacitação da comunidade local para reduzir a defecação ao ar livre, promovendo tecnologias de saneamento apropriadas e de baixo custo, e práticas seguras de higiene sem recurso a apoios externos. Por isso, apelamos ao executivo e outras organizações  que massifiquem a utilização da referida tecnologia em outros municípios e comunidades rurais como estratégia eficaz na prevenção ao novo Coronavirus- COVID-19.

A implementação destas acções só foi possível  com o apoio da Agência das Nações Unidas Para a Infância- UNICEF- Angola.

 

 

 

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