Mais de 50 camponeses deste 1 homem da comunidade de Oshauyo, no município do Ombadja, participaram de uma sessão formativa cujo foco foi a técnica da produção de turbéculos com enfoque na multiplicação rápida das estacas de mandioca e plantação de bananais.

Durante a sessão, os agricultores aprenderam duas técnicas simples e eficazes para a multiplicação rápida das estacas de mandioca, visando melhorar a produção e garantir maior aproveitamento da cultura. O mesmo incluiu parcelas de aprendizagem que permitiram comparar métodos técnicos e tradicionais, conduzindo os camponeses à escolha da prática mais adequada a realidade local.

Paralelamente, foram plantadas 11 mudas de bananeira numa linha recta de 44 metros, próximo da chimpaca. As plantas apresentam boa qualidade da fase vegetativa, desempenham também o papel de cortina quebra-vento e cultura protectora contra a invasão de animais no campo de produção.

Após a formação das bacias, foi aplicada matéria orgânica ao redor das plantas, contribuindo para maior retenção hídrica. O espaçamento de 4 metros entre cada muda seguiu recomendações técnicas, considerando o porte da planta e seu comportamento de crescimento.

A iniciativa contou com o envolvimento da Associação Unida de Oshauyo, composta por mais de 50 membros, dos quais 98% são mulheres, reforçando o protagonismo feminino na agricultura local e o compromisso comunitário com a segurança alimentar e o desenvolvimento sustentável.
Benvida Leidovanu, secretária da associação, afirmou: “Com estas técnicas, percebemos que podemos produzir mais e aproveitar melhor cada planta. Isso dá esperança para alimentar nossas famílias e até vender o que resta.”
“Aprendemos que a mandioca pode ser multiplicada de forma rápida e simples. Agora sabemos como escolher a melhor técnica para aumentar a produção.” Sublinhou o jovem agricultor, Adelino Muatalifa.
“O nosso objectivo é transmitir conhecimento na linguagem local para que os camponeses se tornem multiplicadores dentro das suas comunidades e fortaleçam a segurança alimentar.” Referiu Anacleto Nfuta, Técnico da ADRA.