ADRA - Benguela realizou a formação sobre Saúde e Direitos da Mulher

18/11/2020 10:06 AM

Activistas de VIH/SIDA e de Género foram formados em matérias de Saúde e Direitos Sexuais Reprodutivos das Mulheres e VIH/SIDA, no princípio deste mês (Novembro), no município de Benguela.

Os participantes reconhecem a necessidade de cada vez mais levar o conhecimento de uma forma clara e aberta para atingir a todos os membros, uma vez que se nota a abstenção de algumas pessoas aos testes voluntários de VIH/SIDA, bem como barreiras que impedem à mulher atingir cargos de liderança nas organizações.

Sra. Delfina, com mais de 45 anos de idade activista da comunidade da Caota, município de Benguela, fez saber que:

“As vezes as pessoas me desmotivaram só por eu ser mulher, mas nunca desisti porque sei que o que estou a fazer é importante para o bem das pessoas”.

Na ocasião a directora, Célia Sampaio considerou a pertinência da realização da formação que visou essencialmente o reforço das capacidades dos quadros da ADRA, membros das comunidades (activistas) e parceiros sobre a temática prevista no plano estratégico vigente, bem como a oportunidade de partilha de experiências no seio das comunidades, no âmbito das suas acções de promoção do equilíbrio e justiça de género.

Celina Vikeia, secretária da cooperativa Okutiuca no município do Cubal, contou como foi à criação da sua cooperativa.

“Antes de ser dessa cooperativa, fazia parte de uma associação. Esta associação era dirigida por um homem que não respeitava a opinião dos membros, principalmente das mulheres, ele sempre me pedia o dinheiro da associação para pôr gasolina na mota e às vezes não dizia onde levava o tal dinheiro e eu era obrigada a lhe dar, mas nunca devolvia”.

"Um dia eu e as outras colegas sentamos e tomamos a decisão de sair da associação. Depois de sair, conseguimos formar outra e hoje já somos uma cooperativa onde as mulheres têm voz, opinam nas decisões, temos uma caixa comunitária e nos damos bem com os homens que também são membros dessa mesma cooperativa, e aquela associação foi abaixo depois de deixarmos”, finalizou.

Finalmente, os participantes apelaram a maior envolvência da Direcção da Saúde Pública na formação de mais activistas, no apoio com materiais informativos e de testagem sobre o VIH/SIDA.

Participaram 24 pessoas, das quais 15 mulheres, membros das organizações da sociedade civil (AJS, OIC, CRB), activistas das comunidades da Caota, Cubal e Ganda, quadros da Direcção da Saúde e da ADRA.

A acção foi realizada pela ADRA em parceria com a Direcção da Saúde Pública da província de Benguela, no âmbito do projecto sobre Género e Desenvolvimento, financiado pelo Grupo África da Suécia (AfrikaGrupperna).

Fazer Download