História de cooperativa de mulheres partilhada “Por Angola”

31/1/2022 12:45 PM

A cooperativa de mulheres Tuapama foi, ontem, o destaque da rubrica “Por Angola” do Jornal principal da Televisão Pública de Angola.

A rubrica "Por Angola" tem como objectivo de radiografar e mostrar aos angolanos e ao mundo, projectos que impactaram ou impactam de forma positiva a vida das comunidades, no ponto de vista socioeconómico e cultural das famílias em Angola e é transmitido periodicamente, no programa Telejornal do canal 1 da Televisão Pública de Angola.

"Esta rubrica chega ao Longonjo através de um testemunho sobre a referida cooperativa e pelo impacto genérico das acções da organização angolana ADRA a nível nacional, nas suas áreas de intervenção”. Afirmou Lucas Safeca, repórter da TPA, durante a visita da equipa de produção à cooperativa de mulheres.

"No seguimento dos nossos trabalhos, já visitamos muitas cooperativas a nível nacional, mas, a Cooperativa Tuapama foi a que mais nos chamou atenção, pela sua dinâmica, o nível de organização e o valor merecido que se dá às mulheres, devendo servir de exemplo para outras a nível do País” referiu.

Por sua vez, Maria Manuela, Coordenadora da caixa comunitária de crédito da referida cooperativa, afirmou ser de extrema importância esta rubrica, pois vem dar voz e vez as organizações que têm feito alguma coisa por Angola.

"Nós estamos muito alegres, por que afinal, a nossa cooperativa é conhecida e respeitada. Temos feito muitas coisas para ajudar as mulheres e as suas famílias aqui na nossa comunidade, e não vamos parar, até que um dia, tudo isso sirva também para os nossos filhos”.

“Hoje, apesar do pouco, também somos mulheres empreendedoras, por isso, tenho fé que vamos chegar longe" acrescentou.

Para Angélica Vayekela, Chefe de Produção da cooperativa, a sua organização tem trilhado caminhos seguros, tornando-se cada vez mais organizada, dinâmica, coesa e prospera, alargando a sua área de produção e cultivo, diversificando serviços e contribuindo para o bem-estar da comunidade e dos membros em particular.

“O nosso trabalho é, principalmente, o cultivo. Temos três hectares de milho pipoca, um de milho normal e outros dois onde cultivamos outros produtos. Quando nós colhemos, conservamos no nosso armazém e depois, com a nossa carinha, enviamos aos mercados do Lépi, Benguela e Luanda para a venda”.

“Temos também gado, lavras, um trator, uma carrinha, moto-bomba, adubo, sementes e pequenos negócios em casa. O nosso sonho é de melhorar as nossas vidas todos os dias, ajudar os nossos filhos e a nossa aldeia” rematou.

A organização surgiu em 2002, como uma associação mista (de homens e mulheres), e mais tarde, surgiu a necessidade de fundar uma associação constituída apenas por mulheres, inspiradas na ideologia de uma outra organização de mulheres, aquando de uma troca de experiência promovida pela ADRA, segundo conta Domingas Junjo, Secretária da cooperativa.

Hoje, no estatuto de cooperativa desde 2020, o grupo de mulheres é constituída por 62 membros e está sedeada na Aldeia Estudo Bomba, Comuna do Lépi, município do Longonjo, na província do Huambo.

A mesma, dedica-se a prática da agricultura, produzindo tomate, cebola, pimento, repolho, batata rena e doce, feijão, milho comum e pipoca, e de serviços de comercialização de produtos agrícolas, caixa comunitária de crédito, escoamento de produtos do campo para as cidades e aulas de alfabetização aos membros da cooperativa e da comunidade.

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