Campanha agrícola 2019-2020: Mulheres camponesas relatam os desafios

22/5/2020

Mulheres das associações apoiadas pela ADRA - Huíla, no município dos Gambos falam sobre a colheita da campanha agrícola 2019-2020.

Gloriana Tchipingahana, de 38 anos de idade, mãe de sete filhos, vive com os seus pais, disse que tem três lavras onde cultiva manualmente o massango e a massambala. “Para mim a produção não é satisfatória olhando pela responsabilidade que acarreto sendo a única fonte de receita para o sustento da família”.

“Tendo em conta as características dos solos da nossa localidade, foi um ano difícil, mas houve alguma melhoria na colheita em relação ao ano passado. As chuvas atrasaram e quando começou, choveu em excesso.” afirmou Kaquarta Mendes coordenadora da associação de camponeses do Rio de Areia.

Esta é a fase da colheita do massango, milho, massambala e feijão frade. Neste momento estamos a fazer a transportação para o local onde serão descascados. Depois deste processo vamos colocar em sacos e conservar no celeiro.  Apesar de não terminar com a colheita, pretendo obter 600 quilos de massango, 200 quilos de massambala, 300 quilos de milho, e 50 quilos de feijão frade, explicou Kaquarta Mendes.

Maria Isabel Margarida, coordenadora da associação Elongo Lya Pola “Localidade Calma” na localidade da Tunda do Chianje, para além da colheita, têm estado também a trabalhar na escavação de buracos para a construção das cisternas calçadão e na instalação de alfobres (couves, repolho, tomate e cebola).

“Na verdade, o ano agrícola para mim não teve muito sucesso. Vou colher alguma coisa, mas não é satisfatório. Na minha previsão a colheita feita, não vai durar pelo menos cinco meses. Daí a necessidade de algumas estratégias de comercialização para diversificar as fontes de receita” disse Angelina Mwetchihaula. coordenadora da associação Ondjala Ipwe “Acaba com a fome”.

Para o município dos Gambos, a colheita da campanha agrícola 2019-2020, começou nos finais de Outubro de 2019 e termina em Julho de 2020. Os camponeses conseguiram reduzir a insuficiência alimentar em relação ao ano passado.

Estas associações são apoiadas no âmbito do projecto Direito a Água financiado pelo FórumSyd e Solidariedade Prática.

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