Projecto sobre Autarquias Locais beneficiará três mil cidadãos em Benguela

1/9/2021 1:10 PM

Cerca de 3 mil e 700 cidadãos em Benguela serão beneficiados pelo Projecto COSCA – Capacitando Organizações da Sociedade Civil para o Processo Autárquico”.

O projecto, com duração de 26 meses, está a ser implementado pela ADRA em onze municípios das províncias de Benguela, Malanje e Luanda, com o objectivo de contribuir para a participação activa dos cidadãos no processo de implementação das autarquias locais.

A iniciativa tem o apoio da Fundação Hanns Seidel, organização Alemã. Na província de Benguela, o Projecto COSCA-Angola vai beneficiar directamente 819 pessoas, das quais 257 mulheres, e indirectamente 3.767 pessoas, nos municípios da Ganda, Cubal, Baía-Farta e Benguela.

Entre os beneficiários directos fazem parte os membros de associações e cooperativas agropecuárias e promotoras dos direitos humanos, nos municípios de intervenção.

Estes dados foram apresentados nos Workshops de Apresentação do Projecto, decorridos nos dias 19 e 20 de Agosto, nas cidades da Baía-Farta, Cubal e Ganda.

No total, participaram nos Workshops 116 pessoas, das quais 53 mulheres, entre quadros de instituições públicas, membros de associações e cooperativas, autoridades tradicionais, representantes de igrejas, partidos políticos, estudantes, representantes de comissão de moradores, de Organizações da Sociedade Civil, membros de comités de Gestão do Orçamento Participativo e dos Conselhos Municipais da Juventude.

“Não está bom que as decisões para o desenvolvimento do povo do Cubal dependa de Luanda ou de Benguela; nós temos de votar o nosso próprio Administrador para em conjunto decidirmos o desenvolvimento do município”, afirmou Celina Vikeya, de 63 anos, membro da Cooperativa agropecuária Ukutyuka, no Cubal.  

Ana Ngueve, soba do Bairro da Lomba, do Município da Ganda, afirma que o projecto chega no momento certo, de forma a educar civicamente as pessoas, antes da implantação das Autarquias Locais, sobretudo para mitigar os “problemas de intolerância política” a nível do município.

“Esse problema aqui na Ganda dá medo: pessoas mesmo são famílias, mas lutam só porque um defende o galo e outro, a estrela”, sustenta a autoridade tradicional, que diz sentir-se feliz com a iniciativa.
“Vai nos ajudar a evitar problemas deste tipo [intolerância], que já costumámos a ver nas eleições e já estamos a ver agora na pré-campanha”.

No município da Baía-Farta, os participantes consideraram o projecto relevante para o contexto, mas enfatizaram a necessidade de se expandir para os demais municípios do País.

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